No mercado da construção civil, existe um desafio financeiro silencioso que pega muitos empresários de surpresa. É muito comum ver construtoras novas, comandadas por excelentes engenheiros e profissionais técnicos, fechando as portas mesmo com o canteiro cheio de trabalho e novos contratos assinados.O motivo por trás desse problema não costuma ser a falta de clientes, mas sim o descompasso do capital de giro. Isso acontece quando o gestor não calcula corretamente o tempo que leva entre colocar a mão no bolso para pagar os custos da obra e receber o dinheiro referente ao trabalho executado.
O ciclo de pagamentos e recebimentos de uma obra:
Diferente de uma loja que vende um produto e recebe o valor imediatamente, a construção civil funciona em um ritmo diferente e com prazos mais longos.
Para colocar uma obra em andamento, a construtora precisa investir dinheiro antes de ver qualquer retorno. Logo no começo do mês, é necessário comprar materiais pesados como cimento e aço, alugar máquinas e pagar os salários dos operários e empreiteiros.
No entanto, a medição da obra — que é o processo onde o cliente ou o banco vistoria o que foi feito para liberar o pagamento — só acontece semanas depois. Esse intervalo entre o dia de pagar as despesas e o dia de receber pelas medições cria um buraco no caixa da empresa. Se a construtora não tiver uma reserva financeira guardada para cobrir esses dias, a obra paralisa por falta de recursos para honrar os pagamentos do cotidiano.
A armadilha de misturar o dinheiro de obras diferentes
Quando o caixa aperto começa, um erro muito comum de construtores iniciantes é misturar o dinheiro dos projetos. Isso acontece, por exemplo, ao usar o valor de um adiantamento que acabou de entrar para a “Obra B” para quitar fornecedores atrasados e contas urgentes da “Obra A”.
Usar o dinheiro de um cliente para cobrir o buraco de outro cria uma falsa sensação de que a empresa está saudável. Na prática, essa atitude vai acumulando dívidas em efeito bola de neve, comprometendo o futuro de todos os projetos e colocando a saúde financeira da construtora em risco.
Como manter a saúde financeira do seu negócio
Para garantir que a sua construtora cresça de forma segura e sem sobressaltos, a gestão financeira precisa ser simples, mas rigorosa:
– Tratar cada obra como uma conta separada: Cada canteiro deve ter o seu próprio controle de custos e despesas bem definido, garantindo que o lucro de um projeto não mascarar os prejuízos de outro.
– Calcular a reserva necessária antes de começar: Antes de iniciar a execução de um contrato, é fundamental mapear com clareza quanto dinheiro a empresa precisará ter guardado para cobrir as despesas até a liberação das primeiras medições.
– Separar os recursos da empresa e dos sócios: As contas pessoais dos proprietários jamais devem se misturar com os recursos das obras e da construtora.Uma gestão financeira focada no seu crescimento.
Para evitar surpresas no caixa e garantir a rentabilidade dos seus projetos, a engenharia de custos precisa andar de mãos dadas com uma contabilidade especializada em construção civil.A Construbilidade ajuda a organizar a gestão do fluxo de caixa e o capital de giro da sua empresa, garantindo que cada obra seja financeiramente independente e lucrativa do início ao fim. Quer proteger o caixa do seu negócio? Entre em contato com os especialistas da Construbilidade e converse com nosso time.
