Precificar uma obra é uma das etapas mais decisivas de todo o projeto. É nesse momento que se define se o trabalho será sustentável, se haverá margem para imprevistos e se o negócio fará sentido no médio e longo prazo. Ainda assim, muitos construtores encaram a precificação como um simples cálculo de custos diretos somado a um percentual de lucro. O resultado costuma ser conhecido: obras que parecem viáveis no papel, mas que, na prática, não entregam o retorno esperado.
1. Um dos erros mais frequentes está em basear o preço apenas no mercado. Copiar valores praticados por concorrentes pode parecer uma forma rápida de se posicionar, mas ignora a realidade interna da empresa. Cada construtora possui estrutura, custos indiretos, carga tributária e eficiência operacional diferentes. Quando esses fatores não entram na conta, o preço pode até fechar contratos, mas dificilmente sustenta o negócio.
2. Outro equívoco comum é subestimar os custos indiretos. Aluguel de equipamentos, logística, administração, deslocamentos, taxas, retrabalho e improdutividade muitas vezes não aparecem claramente no orçamento inicial. Esses custos vão sendo absorvidos ao longo da obra e, quando percebidos, já comprometeram a margem. Precificar sem mapear esses gastos é assumir um risco silencioso.
3. A falta de leitura tributária na formação do preço também impacta diretamente o resultado. Impostos, retenções e regime tributário costumam ser tratados apenas no fechamento, quando, na verdade, deveriam ser considerados desde o início. Uma obra pode parecer lucrativa no orçamento, mas se tornar deficitária quando a carga tributária real entra em cena. Precificar sem entender o impacto dos tributos é um erro recorrente na construção civil.
4. Outro ponto crítico é não considerar riscos e imprevistos. Toda obra está sujeita a variações de preço de insumos, atrasos, mudanças de escopo e fatores externos. Quando a precificação não reserva margem para absorver esses riscos, qualquer desvio se transforma em prejuízo. Trabalhar no limite pode até viabilizar contratos, mas fragiliza a sustentabilidade da empresa.
5. Também é comum encontrar construtoras que precificam sem histórico confiável. Sem dados de obras anteriores, a estimativa de custos se baseia em suposições. A ausência de análise do desempenho passado impede ajustes e faz com que os mesmos erros se repitam. Precificar sem aprender com a própria experiência é abrir mão de um dos ativos mais importantes da empresa: a informação.
6. Por fim, há o erro de não revisar a precificação ao longo do tempo. Mudanças no regime tributário, aumento de custos, crescimento da empresa e alterações no tipo de obra exigem revisões periódicas. Manter o mesmo modelo de precificação por anos, sem atualização, pode fazer com que obras deixem de ser viáveis sem que o gestor perceba.
Evitar esses erros exige mais do que boa intenção. Exige método, organização e visão estratégica. A precificação precisa ser construída com base em dados reais, análise de custos completos, leitura tributária e entendimento dos riscos envolvidos. Quando feita corretamente, ela deixa de ser um simples preço e passa a ser uma ferramenta de gestão.
Nesse contexto, a contabilidade especializada exerce um papel fundamental. Ao fornecer visão clara de custos, margem, tributos e desempenho por obra, ela permite que o gestor precifique com segurança e tome decisões mais conscientes. A Construbilidade atua justamente nesse ponto, ajudando construtoras a estruturarem sua precificação de forma alinhada à realidade do negócio e às exigências do mercado.
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